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MENOPAUSA E AS SUAS FASES

PERIMENOPAUSA

OS PRIMEIROS SINAIS

A perimenopausa ou pré-menopausa são dois termos intermutáveis que se referem ao mesmo: Trata-se do o período de transição entre as primeiras alterações hormonais e a menopausa propriamente dita, i.e. quando a menstruação cessa por completo. Em média, esta fase dura cerca de 5 anos e, no final, o corpo funciona de modo completamente diferente.

O que acontece de facto, em termos biológicos?

À medida que as mulheres se aproximam dos quarenta anos, o número de folículos nos ovários começa a diminuir. Inicialmente, a reação do corpo é forçar a função dos folículos, resultando na sobreprodução de estrogénio. Depois, o fenómeno inverte-se e a produção de estrogénio reduz gradualmente até os folículos desaparecerem.

Quais são os sinais que nos podem ajudar a reconhecer esta fase de transição?

Começa-se por ter ciclos irregulares, períodos menstruais mais fortes e mais duradouros, um síndrome pré-menstrual mais acentuado, com maior sensibilidade nos seios, pernas pesadas, retenção de líquidos, irritabilidade mais marcada... os sintomas são muitos e variados. Vale a pena recordar que as mulheres que tomam pílula contracetiva podem chegar a não notar esta fase de transição

MENOPAUSA

Esta é uma fase de alteração:

O sinal definitivo de que se atingiu a menopausa é o momento em que os períodos cessam por completo. A partir daqui vira-se a página e as hormonas conduzem o corpo e as emoções das mulheres. É um periodo de grandes mudanças e é preciso conhecer bem para aceitar essa nova etapa da vida mais facilmente .

ALTERAÇÕES HORMONAIS

Assim que os ovários ficam sem folículos, o seu mecanismo desliga e deixam de produzir estrogénio ou progesterona. Os períodos param de vez e qualquer possibilidade de gravidez natural também desaparece. Mas estas não são as únicas consequências pois, todo o corpo é afetado, incluindo o aspeto físico.

Estrogénio, progesterona, androgénio: sente-se perdida?

Estas são as 3 hormonas secretadas pelos ovários.

Estrogénio

Na puberdade, esta hormona conduz ao desenvolvimento dos seios, da vagina e do útero. Também tem alguma influência na distribuição da gordura no nosso corpo, na força dos ossos e nos níveis de colesterol e triglicéridos no sangue.

Progesterona

O papel principal desta hormona é promover a implantação do óvulo fecundado. Também é o contrapeso do estrogénio. Por exemplo, tem um efeito diurético que se opõe ao efeito de retenção de líquidos do estrogénio, ajudando a combater o inchaço dos seios e corpo associados aos ciclos menstruais.

Androgénio

Primeiramente responsável pelo crescimento dos pêlos púbicos e das axilas, esta hormona "masculina" diminui na menopausa mas não desaparece por completo, pois é produzida pelas glândulas suprarrenais e pelos ovários. O androgénio mais conhecido é a Testosterona.

UM EQUILÍBRIO PERTURBADO

O corpo funciona a hormonas e ao privá-lo destas além de se dar a interrupção da menstruação também começam a surgir outros sintomas físicos que dependem de pessoa para pessoa como por exemplo:

Afrontamentos: Estes são um dos maiores problemas durante a menopausa. 80% das mulheres sofrem com eles.

De que se trata?

Uma sensação súbita, incontrolável e espontânea de calor no pescoço e no rosto. O fenómeno pode ser acompanhado por vermelhidão, assim como suor ou arrepios, como nos infames suores noturnos. Estes picos de calor podem piorar devido a vários fatores, como emoções intensas, stress ou álcool.

Qual é a causa principal? A diminuição dos níveis de estrogénio perturba os mecanismos que regulam a temperatura do corpo. Tudo começa no hipotálamo, o "termostato" natural do corpo. Quando esta glândula fica perturbada, envia erradamente a mensagem de que o corpo está demasiado quente, despoletando uma aceleração do ritmo cardíaco, a dilatação dos vasos sanguíneos e a ativação da transpiração, todos mecanismos naturais concebidos para nos arrefecer. Isto é muito útil durante o verão, quando fazemos desporto ou exercício físico. Mas quando faz 'disparar o alarme, de repente e sem razão aparente, torna-se muito menos agradável-

Osteoporose: Uma vez que, com o tempo, perdemos mais massa óssea do que a que ganhamos, os ossos ficam gradualmente mais porosos, mais frágeis e menos resistentes ao choque, tornando-os mais propensos a fraturas. Um terço de todas as mulheres são afetadas durante a menopausa com uma perda de densidade óssea, o que agrava o risco de osteoporose depois dos 65.

Qual é a causa principal? Na realidade, a menopausa e a ausência de secreção de estrogénionãosão as causas principais da osteoporose. A nossa estrutura óssea é 80% dependente da nossa genética. O facto de que os nossos ossos "perdem" massa é, acima de tudo, um sinal de envelhecimento. Aos 30 anos, a nossa massa óssea está no seu máximo. Depois disso, começa a decrescer a uma taxa entre 3 e 5% por década. A menopausa simplesmente acelera o processo, com o declínio de estrogénio a perturbar o metabolismo de proteínas e cálcio. Nesse momento, a perda óssea aumenta 1,5% por ano - e muito mais, em algumas mulheres - e a osteoporose torna-se uma ameaça.

Outros problemas

A ausência de secreção de estrogénio afeta todo o corpo. Logo, durante a menopausa, surgem outros sinais físicos para além dos dois efeitos principais acima descritos.

Estes incluem um aumento dos riscos cardiovasculares (o estrogénioafastava- os até à menopausa), problemas urinários, perturbações do sono, depressão, problemas de memória, diminuição da líbido ou dores articulares.

Mas não há razão para pânico pois a menopausa não significa necessariamente o surgimento de todos estes problemas: os sintomas variam significativamente consoante o indivíduo e, especialmente, com os factores hereditários e de estilo de vida.

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